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quinta-feira, julho 19, 2007

Sangue


Hoje sou o vampiro que a si pr��prio se suga,
Chupo-me at�� ao tutano e desfa��o-me em bruma,
Encolho-me na minha capa de seda carmesim,
Volteio o punhal nas minhas veias de onde o fel se escapa,
De tudo o que de ruim em mim existe.
Solto-me de crinas ao vento e cavalgo o sonho por sonhar jamais,
Entendo-me com o sopro deste vendaval que num turbilh��o se alojou em mim.
Crio-me e recrio-me nesta insensatez,
Neste furac��o que levanta o mar,
Uivo-me por dentro num sonido surdo,
Para que c�� fora n��o me ou��am chorar.
Repito-me nas velas enfunadas destes cogitares,
Destes lamentos que o sol arrepiam,
Do abismo assomam os meus egrejos fantasmas,
Chamando-me a si como loucos varridos.
Deixem-me sugar o meu pr��prio sangue a jorrar em puls��es,
Deste gorgolejar latente,
Enquanto o meu sangue ainda brota quente.

Comments:
Um texto bastante forte!
Gostei!

Abraços
 
Há dias em que também me apetece escrever assim.
Mas, digo-lhe: o poenma está bem esgalhado.
Um abraço.
 
Bem hajas, amigo Vieira.
 
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